“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne



16 de nov. de 2009

Sono revelador

A imagem surgiu meio embaçada e desfocada, mas com curiosa nitidez de som na voz potente e muito próxima...o toque foi sutil, só permitindo a sugestão do nascer de um calor provocado pela repentina aproximação, espalhando pelo corpo uma onda de emoção já tão conhecida, muito semelhante ao desabrochar das pétalas de uma flor.
Singelo gesto que mostrou na proximidade física a alta estatura que confere a inegável proteção, transformando o imediato conforto provocado no leve inclinar de aquiescência que o corpo mudo emitiu. A surpresa permeava o plano físico da abordagem quase sedutora, enquanto se derramava no coração a identificação pronta da realização tão sonhada - era quase como líquido quente e perfumado se espalhando pelos recantos do ser - ao mesmo tempo em que uma brisa imaginária soprava silenciosamente para longe qualquer necessidade de entendimento.
A sensação persistiu em morar na percepção apurada, depois do despertar, como querendo fixar o recado que a noite trouxe, num presente delicado. Se houvesse uma expressão única que descrevesse essa intensa impressão dos sentidos, seria paz, sugerindo sua nítida aproximação suave, mas definitiva. Por vivências anteriores, o sonho me reporta ao reconfortante pensamento de que está presente uma intuição denunciando algo rondando minha existência. Assim sendo, acolho tal premissa com leveza no coração, dizendo serena e feliz: assim seja!

“Quanto mais nos sintonizamos com a paz,
mais radiante se torna nossa vida”.
Dalai Lama

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